Uma semana depois do desaparecimento, polícia ainda não sabe paradeiro do médico Roberto Gomes

                                          Foto: Carlos Alberto Silva

Nesta sexta-feira (5) completa-se uma semana desde o desaparecimento do médico capixaba Roberto Gomes, 67 anos, que sumiu após deixar o hotel onde estava, em São Paulo.

Gomes é um dos principais especialistas brasileiros em oncologia e seu desaparecimento chamou a atenção de jornais de todo o país.

“Os netos têm certeza de que ele vai voltar e nós confiamos no trabalho da polícia.” Foi o que disse a filha do oncologista Roberto Gomes, nesta sexta-feira (5), uma semana após o último contato entre ele e a família.

Segundo Roberta Gomes, a Polícia Civil de São Paulo continua em investigação, mas os familiares ainda não tiveram novidades sobre a localização do médico.

A filha acredita que ele tenha sofrido um mal súbito que levou à perda de memória. Procurada, a polícia falou que só vai dar informações quando surgir algum fato novo sobre o desaparecimento.

Roberto viajou de Vitória para São Paulo na quarta-feira (26) para participar do lançamento da segunda edição de um livro do qual ele é coautor. O evento aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Na ocasião, ele deu entrevista para a TV Assembleia sobre câncer de mama. Na sexta-feira, Roberto ligou para a mulher e disse que a passagem de volta para Vitória era sábado (29) à noite, mas que ele anteciparia para sábado de manhã, desde então, ele nunca mais manteve contato.

Imagens não registraram passos do médico

As buscas pelo paradeiro do médico Roberto Gomes, 67 anos, continuam após sete dias do seu desaparecimento. nesta quinta-feira (4), foram analisadas pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas de São Paulo, 1h30 de imagens das câmeras do entorno do hotel, e nelas, nenhum registro do oncologista.

O presidente da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o deputado Gilsinho Lopes, foi a São Paulo, ontem, acompanhar a investigação. “Percebi que a polícia de São Paulo está empenhada no caso”, disse.

O deputado informou que a delegada Maria Helena do Nascimento, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, requereu as imagens das câmeras do metrô mais próximo da localidade.

“Há suposição que ele possa ter ido para outros lugares”, conta. Também foi solicitado a quebra de sigilo do celular do oncologista. Gilsinho Lopes vai continuar acompanhando hoje.

Na manhã desta quinta (4), a família recebeu outro alarme falso. Novamente foi uma informação equivocada de um atendimento do SAMU de um paciente com as mesmas características do médico. Dessa vez, algumas pessoas chegaram a reconhecer o homem atendido como sendo Roberto, mas foi descartado pelo fato de o paciente usar dentadura.

Fonte: Gazetaonline

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