O texto aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro dizia que os clubes poderiam parcelar suas dívidas com a Receita Federal, com a Fazenda Nacional e com o Banco Central em até 240 vezes, com descontos de 70 por cento em multas e 50 por cento nos juros.
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Na justificativa do veto, o governo alegou que a proposta deixou de lado o cumprimento de medidas de responsabilidade financeira e de gestão, previstas na discussão da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.
O Planalto diz ainda que o diálogo com os clubes será retomado imediatamente para que seja construída uma proposta viável para a modernização do futebol brasileiro. O vice-presidente do Senado, Jorge Viana, do PT do Acre, disse que o Congresso pode ajudar a encontrar uma solução:
"A essência do futebol está nos clubes. Nós vamos estabelecer um diálogo com o Ministério do Esporte, com a própria Fazenda e fazer uma mediação. O futebol brasileiro precisa ser tratado com respeito". Disse o senador Jorge Viana.
Na avaliação do senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá, resolver os problemas financeiros dos clubes brasileiros passa pela definição de um novo modelo para a Confederação Brasileira de Futebol e federações estaduais. Randolfe foi relator na Comissão de Educação de um projeto de lei que obriga a CBF a prestar contas ao TCU. A matéria apresentada no ano passado está na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado e Randolfe Rodrigues espera vê-la aprovada logo:
"Não se trata de intervenção estatal. Trata na verdade de dar a ela instrumentos de transparência e instrumentos de fiscalização. Nós não vamos colocar um interventor do estado na CBF, vamos dar instrumentos de fiscalização para que as contas da CBF tenham de fato transparência". Explicou o senador Randolfe Rodrigues.
O veto da presidente Dilma Rousseff teve o apoio do movimento Bom Senso Futebol Clube, grupo que reúne mais de mil jogadores de futebol do país.
Fonte: Rádio Senado


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