Horário de verão pode ser prorrogado por mais um mês

Desde o dia 19 de outubro, os brasileiros das regiões Sul, sudeste e Centro-Oeste estão com seus relógios adiantados em uma hora. E devem voltar ao normal depois de 126 dias, em 22 de fevereiro, caso o governo não decida prorrogar o horário de verão.

                                                                                                       Foto: Reprodução

Em reunião marcada para o dia 12 de fevereiro, representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Empresa de Pesquisa Energética vão decidir se o horário diferenciado será ou não ampliado. A alternativa foi apresentada como uma das medidas para reduzir o consumo de energia.

O objetivo do horário de verão é diminuir o consumo no horário de pico, após às 18h, com melhor aproveitamento da luminosidade natural. Mas técnicos constataram que o horário de maior consumo de energia passou para as 14h. Nesse caso, a prorrogação do horário de verão não traria nenhum benefício. Apesar considerar importante para o sistema elétrico, o senador Waldemir Moka, do PMDB de Mato Grosso do Sul, considera que o horário de verão gera polêmica:

 “Do ponto de vista comercial, eu não tenho a menor dúvida que facilita. Mas para o bem estar da população, eu não tenho dúvida que a população prefere o horário antigo que não o de verão, sobretudo para aquelas que têm que acordar de madrugada para ir para o trabalho”. Disse o senador Waldemir Moka.

O horário de verão pode causar problemas às pessoas, caso a nova rotina não permita quantidade suficiente de sono. O especialista em transtornos do sono, Nonato Rodrigues, explica o que acontece quando a pessoa não dorme o suficiente.

"Essa privação de sono vai gerar no nosso cérebro uma reação que é o aparecimento de uma necessidade aumentada de sono durante o dia, que pode se manifestar em forma de uma sonolência diurna, e também dor de cabeça, irritabilidade, falta de atenção, falta de concentração, incapacidade de ter reações e respostas e decisões rápidas”. Relatou Nonato.

O Brasil adota o horário de verão, sem interrupção, desde 1985. Para esta edição, o governo estimou uma economia de 278 milhões de reais com geração de energia térmica no horário de pico. A economia do ano anterior foi de 405 milhões de reais.

Fonte: Agência Senado

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