CREAS promove ações contra exploração sexual em Afonso Cláudio

Kennedy Lenk

O Centro de Referencia Especializado de Assistência Social (CREAS), por meio da Secretaria Municipal de Ação Social (SEMAS), está na luta contra o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes do município. Psicólogos, assistentes sociais e educadores do CREAS estão promovendo encontros com famílias do município, a fim de minimizar o problema.

                                                                           Foto: Kennedy Lenk/Rádio Educadora

No dia 18 de maio de 1973, a criança Araceli Cabrera Sanches, na época com apenas oito anos de idade, foi espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Seu corpo foi encontrado desfigurado, por conta de ácido que os criminosos usaram para dificultar a identificação do corpo, em uma Rua de Vitória. Houve testemunhas, e poucos tiveram coragem de denunciar o crime, que repercutiu no mundo inteiro.

Os criminosos ficaram impunes por conta da covardia de parte da sociedade, que não gritou por justiça. Esse fatídico dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil. E, de acordo com o CREAS, ele vem manter vivo, a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as “Aracelis” do Brasil.

O tema tem sido debatido por profissionais da Assistência Social e educadores do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), com as escolas do município de Afonso Cláudio. O objetivo é sensibilizar alunos e professores e intervir neste caso, cujo número é assustador no Brasil, no Espírito Santo e Afonso Cláudio. Em 2014 foram registrados 386 casos de violência Sexual, 646 casos de violência física e 107 casos de abandono.


De acordo com a psicóloga e coordenado do CREAS, Noemia Broedel Kuster, o trabalho visa promover, através dos espaços de atenção a criança e adolescente, as configurações da violência, suas causas e consequências. Ela conta que o programa criou espaços de discussão e reflexão para os acadêmicos, que ganham conhecimento multiprofissional.

Segundo a coordenadora, o trabalho está dentro das perspectivas e deve continuar, não tendo dia para terminar. “Estamos na luta a favor das crianças sem a preocupação com o tempo de duração. A campanha está sendo divulgada com vídeos educativos, explanação e debates que abordem a temática proposta, de acordo com a faixa etária e com a realização de oficinas e divulgação nos meios de comunicação”, disse Noemia Broedel Kuster.

Fonte: Montanhas Capixabas

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