Foto: Romero Mendonça- Secom-ES
O governador Paulo Hartung gostou da boa notícia. “Entendemos a importância de notícias como estas que mostram que, apesar de um cenário de restrições na economia, temos investimentos que alavancam o nosso desenvolvimento”.
De acordo com o presidente da Shell no Brasil, André Araujo, a companhia produz atualmente cerca de 50 mi barris de petróleo por dia no Estado. “Continuamos investindo e nossa relação com o Estado sempre foi muito boa. Em 2014 iniciamos a segunda fase do BC-10 e agora estamos investindo na fase três. As perfurações têm sido mais rápidas que o previsto, o que nos garante economia de dinheiro para continuar investindo”.
O secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, comemora a boa notícia. “O setor de petróleo e gás é forte no Espírito Santo, por isso é importante termos notícias de que uma empresa como a Shell mantém os investimentos no Estado que podem gerar boas oportunidades para fornecedores capixabas”.
O projeto
A Shell descobriu quatro campos no bloco BC-10, que receberam os nomes Argonauta, Ostra, Abalone e Nautilus, e formam o chamado Parque das Conchas. O bloco está localizado na Bacia de Campos, litoral do Espírito Santo, a aproximadamente 110 quilômetros da costa.
O FPSO Espírito Santo é a plataforma utilizada no Parque das Conchas e pode ser considerada o "coração" do projeto. Com mais de 330 metros de comprimento, a embarcação foi fabricada em Cingapura e tem capacidade para processar diariamente 100 mil barris de petróleo e 1,4 milhão de metros cúbicos de gás natural.
Dados sobre o projeto:
Campos: Abalone, Ostra, Argonauta e Nautilus
Localização: Bacia de Campos
Lâmina d´água: 1.500-2.000 metros
Participação: Shell 50% |ONGC 27% | Qatar Petroleum 23%
Gravidade do óleo: 16º - 24º API
Diferenciais:
• O Parque das Conchas é o primeiro projeto em que todos os campos são desenvolvidos com base no sistema de separação e bombeio submarinos de óleo e gás;
• A profundidade da água trouxe a necessidade de redução do peso e desenvolvimento de risers com flutuadores - tubos flexíveis com quilômetros de extensão que ancoram o FPSO;
• A geologia dos campos com formações dispersas demandou a utilização de poços horizontais a fim de otimizar a produção;
• Para manter o fluxo do óleo pesado, o FPSO, com capacidade de gerar 68 megawatts de potência, é responsável pela alimentação de energia para os sistemas de separação e bombeamento de alta pressão em águas profundas através de grandes umbilicais elétricos.
Fonte: Secom-ES


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