Com o encerramento da 36º Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite, no dia 31 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) decidiu prorrogar a mobilização para que mais crianças fossem imunizadas, e a estratégia deu certo. A meta era vacinar 95% do público-alvo, estimado em 229.535 crianças com idade entre 6 meses e menos de 5 anos, mas 98,73% desse total, ou seja, 226.610 pequenos, receberam as gotinhas.
Foto: Assessoria de Comunicação da Sesa
A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo,
considera que a cobertura vacinal por região de saúde também foi boa. A
Região Central alcançou 103,99% do público-alvo; a Região Norte,
100,59%; a Região Sul, 99,31%; e a Região Metropolitana, 96,63%. Ao
todo, 72 municípios capixabas superaram o percentual de imunização
proposto pelo Ministério da Saúde e, entre esses, 42 atingiram mais de
100% de cobertura vacinal.
“Esses resultados são importantes
porque demonstram nossa capacidade de manter uma cobertura vacinal alta
contra poliomielite, diminuindo o risco de reintrodução da doença em
nosso território. Graças a esse esforço, o Espírito Santo não registra
caso da doença desde 1988, e o Brasil desde 1990”, salienta Danielle
Grillo.
Com a prorrogação do prazo de vacinação por mais sete
dias, o Espírito Santo se posicionou entre os quatro estados que mais
vacinaram contra paralisia infantil na 36º Campanha Nacional de
Vacinação contra Poliomielite. Em primeiro está Rondônia, com 100,94% do
público-alvo imunizado; em segundo, Rio de Janeiro, com 99,72%; em
terceiro, Sergipe, com 99,17%.
Poliomielite
Em
informe técnico enviado aos Programas Estaduais de Imunizações, o
Ministério da Saúde salienta que desde a realização da Assembleia
Mundial da Saúde, em 1988, a incidência mundial de poliomielite reduziu
mais de 99%, e o número de países onde a doença é endêmica passou de 125
para 3 (Nigéria, Paquistão e Afeganistão).
Ressalta ainda que a
Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite, criada naquele mesmo
ano, permitiu que hoje a doença afete um número reduzido de crianças ao
redor do mundo. Por outro lado, o documento alerta que essa situação
pode mudar rapidamente se a poliomielite não for erradicada, uma vez que
a doença tem potencial epidêmico e ainda restam três países endêmicos, o
que representa uma ameaça às áreas livres da pólio.
Dados da
Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo o informe técnico, indicam
que entre o ano passado e este ano nove países registraram casos da
doença, na maioria das situações decorrente da importação do poliovírus
selvagem de outros países. Neste ano, até o dia 16 de junho, foram
registrados 28 casos da doença, todos em países endêmicos (25 no
Paquistão e três no Afeganistão).
Fonte: Sesa-ES


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