Foto: Assessoria de Comunicação/Sesa
Um dos meios para conseguir distinguir os sintomas do infarto, segundo o cardiologista Edilson de Castro, da Secretaria de Estado da Saúde, é observar a duração da dor. Conforme afirma o médico, dores na região torácica que persistem por mais de 20 minutos devem receber uma atenção especial. “O tempo é um fator muito importante no que se refere à dor do infarto. Os sinais clássicos são dores prolongadas no peito superiores a 20 minutos, acompanhada de vômito, suor frio, fraqueza, palpitação e falta de ar”, detalha o médico.
De acordo com o cardiologista, outra atitude importante é pensar nos fatores de risco. O infarto é mais prevalente em pessoas com faixa etária mais elevada e naquelas que são hipertensas, diabéticas, que possuem colesterol alto, são sedentárias e sofrem com estresse. Mas ele alerta que, em caso de dúvidas, a orientação é procurar imediatamente um socorro médico. “Quanto mais rápido você tem a resolução do quadro, menores serão as sequelas”, explica Edilson de Castro.
Segundo o médico, o sexo e a faixa etária também são fatores importantes quando o assunto é infarto. Ele explica que, com as mulheres, os sintomas nem sempre se manifestam da mesma forma. Já com pessoas idosas e/ou diabéticas, sinais como falta de ar e pequenos desconfortos na região torácica devem ter uma atenção maior.
O cardiologista ressalta que vale observar os sinais do próprio corpo e levar em conta problemas emocionais ou psicológicos que possam potencializar sintomas sugestivos do infarto. “Chamamos isso de somatização. Pessoas ansiosas, muito preocupadas e estressadas podem começar a sentir alguns sintomas de infarto, mas para valorizar ou menosprezar esses sinais deve-se levar em consideração o histórico familiar e os fatores de risco”, afirma Edilson de Castro.
Doenças pulmonares
Algumas doenças que afetam o pulmão também podem gerar desconfortos na região torácica. Por apresentar sintomas como falta de ar e dores nessa região, os sinais podem se assemelhar às dores do infarto. Por isso, conforme explica a pneumologista da Secretaria de Estado da Saúde Roberta Couto, a pessoa que não sabe distinguir esses sinais pode confundi-los com o infarto.
De acordo com a médica, outras patologias pulmonares também podem apresentar um quadro semelhante, como o tromboembolismo pulmonar, que é uma obstrução da artéria pulmonar ou de seus ramos, a pneumonia com acometimento da pleura (membrana que envolve o pulmão), pneumotórax (extravasamento de ar para o espaço pleural), além das dores musculoesqueléticas.
Sistema digestivo
Segundo a gastroenterologista da Sesa, Ana Maria Almeida Castro, sintomas do refluxo e da gastrite aguda podem ser confundidos também com alguns sinais do infarto. A médica explica que quando o suco gástrico sobe repentinamente para o esôfago, o que caracteriza a doença do refluxo, pode ocorrer dor intensa no peito e falta de ar.
A gastrite aguda é outro problema no sistema digestivo que pode simular dores parecidas com a do infarto. De acordo com a médica, a gastrite aguda ocasiona dor repentina e forte na região abdominal alta, o que pode gerar também náusea e sudorese fria. “A pessoa deve ficar atenta a esses sintomas, pois podem gerar confusão. Por isso, é importante sempre procurar um auxílio médico”, ressalta Ana Maria.
Como os sinais do infarto podem se manifestar:
- Dor prolongada no peito (principalmente quando a dor irradia para as costas, o pescoço e o ombro);
- Palidez;
- Suor frio;
- Vontade de vomitar;
- Falta de ar.
Fonte: Sesa-ES


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