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| Foto: Reprodução |
Os dados, atĂ© 10 de junho, constam do mais recente relatĂłrio da Organização Mundial da SaĂșde (OMS) e mostram 3.137 casos suspeitos contabilizados em seis meses, dos quais 847 confirmados.
A OMS acompanha a epidemia de febre amarela em Angola com apoio tĂ©cnico e financeiro. TambĂ©m hĂĄ casos confirmados no Congo, QuĂȘnia e na China.
"A situação epidemiolĂłgica em Lunda Norte Ă© de particular preocupação. Essa provĂncia [no Norte de Angola] faz fronteira com o Congo e registra habitualmente elevado fluxo de pessoas e bens entre os dois paĂses. AtĂ© o momento, trĂȘs casos exportados de Lunda Norte para o Congo foram confirmados em laboratĂłrio", cita a OMS.
Em Angola, segundo o relatĂłrio, a epidemia de febre amarela estĂĄ presente em 16 das 18 provĂncias - transmitida a partir de Luanda, o foco destaa crise. HĂĄ registro de transmissĂŁo local em 12 provĂncias.
Só Luanda e Huambo representam, até o momento, 1.778 casos suspeitos de febre amarela e, no plano nacional, a maioria dos infectados tem entre 15 e 24 anos.
A OMS lembra que estĂŁo em curso esforços no sentido de reforçar a vigilĂąncia e que o nĂșmero de novos infectados diminui lentamente, apesar dos vĂĄrios casos detectados em novas regiĂ”es do paĂs.
A organização alerta que existe o risco de transmissĂŁo da doença a outros paĂses que mantĂȘm relaçÔes com Angola.
De acordo com informação anterior das autoridades de saĂșde, os primeiros casos foram registrados em dezembro em indivĂduos com idade entre 22 e 34 anos, de nacionalidade eritreia, residentes hĂĄ aproximadamente oito meses no municĂpio de Viana, nos arredores de Luanda, e que entraram no paĂs supostamente com boletins de vacina falsos (Angola exige vacinação contra a febre amarela).
O surto sĂł foi comunicado Ă OMS em 21 de janeiro, tendo a doença se alastrado sem controle nesse primeiro mĂȘs.
Fonte: AgĂȘncia Brasil


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