Kennedy Lenk
Não bastasse a insatisfação de alguns afonsoclaudenses com a administração do prefeito Wilson Costa, a Câmara Municipal passa a ser alvo de críticas, por conta de repetitivas sessões polêmicas. Na manhã de hoje (26), quem acompanhou a sessão pela Rádio Educadora, ouviu de tudo, menos projetos. Xingamentos e acusações foram o teor da reunião na Casa de Leis.
Foto: Kennedy Lenk
Quem esteve no plenário da câmara, ou no conforto de sua casa, não gostou do que foi proferido no microfone da Tribuna pelos “colegas” do Legislativo. Três vereadores protagonizaram cenas reprovadas pela sociedade, que pede união e progresso para o município. A presidente da casa, Flaviana Herzog, Romildo Campores e Luiz Temóteo, que ontem (25), já haviam afirmado em programa de que falariam tudo, não esconderiam nada.
Quem acendeu o estopim da bomba foi Luiz Temóteo (PSDB), acusando a presidente da casa de incompetência e de ditadura. “Tenho provas de improbidade administrativa, cometida pela vereadora Flaviana. Como presidente da Comissão de Ética desta casa, repugno atitudes ditadoras desta presidente arrogante e quero saber o porquê cheques são assinados pelo contador da casa e não pelo secretário,” bradou Luiz.
O vereador Romildo Camporês (DEM), questionou os trabalhos da vereadora Flaviana quando ela era diretora de uma escola na localidade de Mata Fria, em Afonso Cláudio. Mostrou uma foto, que segundo ele, é a prova de que um carro da Câmara está sendo usado para outros fins, que não os de trabalho do Legislativo, e concluiu dizendo que a decisão da presidente de demitir uma antiga funcionária da casa foi desumana.
“Tínhamos uma funcionária que prestou relevantes serviços à Câmara Municipal, com muito trabalho e honestidade. Foi mandada embora por perseguição à minha pessoa, já que Mata Fria me aceita como vereador. Ela destruiu uma família, cuja sobrevivência provinha de seu salário aqui da casa de leis. Uma covardia ela dizer que foi por contenção de despesas. Mentira, uma vez que ela já havia contratada outra pessoa por questões políticas”, esbravejou Romildo.
Flaviana Herzog (PPS), no uso da Tribuna, primeiro se referiu ao Luiz Temóteo como incompetente. Disse em alto tom, que Luiz, apesar de estar aposentado e ganhar um alto salário da Câmara de Vitória, no cargo de consultor parlamentar, teve bens penhorados por não saber administrar e por não pagar suas dívidas. Usou inclusive palavras inadequadas para se referir ao vereador do PSB: “Ele senta no próprio rabo pra usar de leviandades contra as pessoas de bem”, exagerou a vereadora.
O clima ficou tenso quando Flaviana relatou: “A denúncia contra mim no Ministério Público foi perseguição política. Romildo Campores não devia exercer seu trabalho de policial civil porque seu passado o condena. Ele conseguiu apresentar à câmara um exame psiquiátrico, quando foi denunciado por corrupção na Polícia Civil e não adianta me intimidar, que não serei vereador de cabresto”, encerrou Flaviana, com Romildo ao lado bastante exaltado.
Incrédulos, as dezenas de pessoas que acompanhavam a sessão chegaram ao ponto de gritar palavras de ordem. Entre elas a Dra. Dalza Afonso Barbosa, que foi a primeira a deixar a sessão antes mesmo que ela terminasse. Murmúrios de reprovação ao que foi apresentado na sessão podiam ser ouvidos. Amanhã (27), a presidente da casa confirmou presença em um programa da Rádio Educadora, que vai ao ar das 11h às 12h35.
Fonte: Montanhas Capixabas


1 Comentários
Estou indignada com tudo que acabei de ler.
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