A Sessão da Câmara Municipal de Afonso Cláudio teve um início desordenado na manhã de hoje (03). Com autorização para usar o direito de resposta durante a sessão, na Tribuna da Câmara, a ex-vereadora Roserene Silva Costa (foto da capa), hoje filiada no (PV), foi impedida pela presidente da casa, Flaviana Herzog (PPS), denunciada no Ministério Público por Improbidade Administrativa, de usar seu direito de fala já concedido.
Foto: Kennedy Lenk/Rádio Educadora
Roserene havia solicitado o uso da Tribuna a fim de responder ao vereador Luiz Temoteo Dias Vieira (PSDB), sobre distribuição de panfletos, cujo conteúdo fala sobre acúmulos de cargo por parte do vereador. Luiz Temoteo é médico. Estão sendo apuradas denúncias de que ele acumulou cargos de médico enquanto vereador nos municípios de Afonso Cláudio e em Brejetuba, além de ocupar um cargo na Assembleia Legislativa.
O vereador havia afirmado em sessão anterior que a ex-vereadora era a responsável pela distribuição do material no município. Roserene negou a acusação em um programa de rádio e requereu o direito de resposta à presidente. No início de seu pronunciamento, quando disse que faria algumas denúncias, a presidente cortou seu microfone imediatamente e disse que naquela casa ninguém faria denúncias contra vereadores.
Indignada, Roserene deixou a Tribuna alegando que faltou respeito com quem dedicou anos àquela casa e apoio à população de Afonso Cláudio. “Senti-me humilhada e sem entender o porquê da atitude da presidente, uma vez que ela havia me concedido o direito de usar a Tribuna. Gostaria de saber o que aconteceu antes da sessão, o que foi planejado, já que os assuntos em pauta são discutidos antes do início dos trabalhos”, disse Roserene.
A advogada Dalza Afonso Barbosa, com assídua presença nas sessões e com serviços prestados aos mais carentes do município, se disse consternada com o que presenciou na sessão. “Foi degradante o que fizeram hoje nesta casa de Leis. Talvez episódios como este ainda não tenham acontecido no Brasil. Não vivemos em regime de ditadura e sim num país com liberdade de expressão. Solidarizo-me com a Roserene”, disse a advogada Dalza Barbosa.
Recentemente, Flaviana Herzog foi denunciada pelo Ministério Público por improbidade administrativa. Ela é acusada de um suposto desvio de R$ 1.134,00 que deveria ter sido investido na compra de roupas típicas para uma festa, o que segundo denúncias ao MP, nunca ocorreu e nem as roupas foram confeccionadas para alunos da Escola Municipal Córrego Francisco Correa, onde ela foi diretora até 2012.
Flaviana Herzog se defende das acusações
Na manhã de ontem (02), em um programa da Rádio Educadora, Flaviana negou as acusações e afirmou: “isso não passa de um estratagema de políticos falsos, que me querem fora do próximo pleito. Já fiz muito pelo meu distrito e vou provar minha inocência”. Flaviana teve o pedido de afastamento da Câmara Municipal negado pela Juíza Thaita Trevisan, da Comarca de Afonso Cláudio, onde tramita o processo contra a vereadora, que aguarda decisão.
*Fonte: Montanhas Capixabas
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