Jovem é assassinada com requintes de crueldade em Afonso Cláudio

Kennedy Lenk

16 anos é a idade de uma jovem que foi encontrada morta a facadas na noite de ontem (29), no conjunto habitacional do Bairro Campo 21, denominados por muitos como “Cidade de Deus”. Seu corpo desfigurado foi encontrado às 20 horas por policiais, que contaram com a ajuda de um morador. Um suspeito, que nega o crime, foi conduzido à 2ª Cia Independente.

                                                                                                      Foto: Kennedy Lenk


Segundo informações de moradores, a vítima N.H., 16, era mãe solteira e seu último relacionamento foi com o vendedor de livros P.C., que está na cidade com um amigo, há cerca de duas semanas. Amigas da vítima relataram para a polícia que ele foi a última pessoa com quem N.H. teve contato no dia de seu desaparecimento e que ele a ameaçou.

Entretanto, P.C. relatou ao Montanhas Capixabas que jamais teria coragem de tirar a vida de alguém. Afirmou ainda que a polícia nunca ligaria seu nome à morte da jovem, com quem ele confirmou ter tido um caso passageiro. “Estou assustado com tudo isso que está acontecendo. Simplesmente pedi a ela por telefone para não comentar a ninguém sobre nós”, disse P.C..

Dentro de uma mata, local utilizado por traficantes, distante cerca de 500 metros de sua casa, a jovem teve a cabeça quase separada do pescoço, cortes profundos no rosto, além dos olhos e outras partes do corpo perfurados. Mechas de cabelo e sangue foram encontrados na trilha por onde o assassino caminhou com sua vítima, até chegar ao local onde ocorreu a barbárie.



O corpo da jovem foi encontrado por volta das 20 horas por policiais e um morador do bairro. Ele conta que foi assustador o momento em que tropeçou em algo e viu que se tratava da vítima. “Aquele ponto era o último da mata que faltava procurar. Enquanto policiais procuravam em outro local, desci a trilha, esbarrei no corpo e gritei de susto”, relatou Luciano.

Por volta das 23 horas, a perícia técnica de Venda Nova do Imigrante chegou ao local e liberou o corpo para ser conduzido ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória. Policiais da 2ª Cia, acompanhado do delegado Vagner dos Santos Malaquias, continuaram buscando pistas. O vendedor de livros P.C. acabou liberado por falta de provas, mas as investigações continuaram. A jovem deixa mãe, três irmãos e um filhinho de apenas um ano e três meses.

Fonte: Montanhas Capixabas

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