O horário de verão vai acabar no dia 22 de fevereiro. Desde 19 de outubro, brasileiros de 10 estados das regiões Sul e Sudeste, além do Distrito Federal, estão com seus relógios adiantados em uma hora.
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O governo chegou a estudar a prorrogação do horário, mas desistiu após estudos indicarem que a economia de energia gerada nesse período seria pequena e, portanto, não valeria a pena. Outro fator que contribuiu para a decisão foi a necessidade de fazer alguns ajustes na aviação civil.
O senador Delcídio do Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul, que é engenheiro elétrico, explica que horário de verão é uma importante ferramenta para reduzir o consumo de energia.
"Ele é importante, porque ele afasta aquele consumo que é maior principalmente nesse horário de sete horas da noite, quando as pessoas estão voltando para as casas. De qualquer maneira, mesmo o pico acontecendo por volta de duas horas da tarde, você tem economia porque evidentemente as pessoas estão voltando do trabalho com luz do dia, portanto, você polpa". Disse Delcídio do Amaral.
Delcídio acredita que, diante da situação do setor elétrico, há uma possibilidade de racionamento de energia, como ocorreu em 2001.
"Nós estamos passando por uma estiagem muito forte, os reservatórios das hidrelétricas no nível muito baixo, então isso vai exigir do governo, entre outras medidas, a possibilidade que leve a racionalização do consumo de energia, o que é efetivamente importante porque a situação energética do país expira muito cuidado". Relatou Delcídio.
O governo espera que nesses 126 dias de horário de verão, ocorra redução de 4,5% no consumo de energia e economia de R$ 278 milhões. A iniciativa foi adotada pela primeira vez em 1931, durante o governo Getúlio Vargas, e durou cinco meses.
Fonte: Agência Senado


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